quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mudança de endereço do blog e 10 mil visitas

Galera, estou muito contente que este blog tenha alcançado 10 mil visitas no endereço do Google (http://rubenslisboa.blogspot.com). Mas alguns de vocês já devem percebido que, apesar de este endereço contar com um conteúdo muito melhor trabalhado, eu não tenho feito postagens.

É que já faz um mês que o blog foi migrado para o endereço do UOL (http://rubenslisboa.zip.net), por motivos que vão além do meu gosto por manter o blog no Google.

Enfim, peço que continuem visitando, agora no novo endereço, e não deixem de participar, seja comentando as postagens e até para desabafar contra este blogueiro chato.

Bom, é isso

Um abraço e que venham as 100 mil visitas!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Início de um novo ciclo para este blogueiro que vos enche de textos de esportes e música

Bom, nesta quarta-feira inicio um novo ciclo na minha carreira e na minha vida. Quem acompanha este blog já deve saber que faço minha estreia como redator do Uol Esporte, em um momento muito importante para mim.

Diferentemente de como ocorria quando eu trabalhava no Lance!, o Uol tem cláusulas em contrato que impedem que eu escreva textos para empresas concorrentes do grupo, o que não sei se pode ser um problema para a continuação deste blog e obrigaria uma transferência de endereço.

Ainda preciso checar as regras com o pessoal da empresa e, por isso, não prometo novos textos durante um bom tempo. Afinal, este é um momento em que estou elaborando um livro-reportagem em meu Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo e também preciso me empenhar ao máximo para seguir trabalhando na nova empresa. Vale lembrar que os últimos meses, em que este blog foi bastante recheado de conteúdo, fizeram parte de um período em que eu não estava em atividade fixa por alguma empresa, fazia apenas freelas no Lance! e Lancenet!.

Para quem gastou parte de seu precioso ou ocioso tempo na internet lendo essas linhas ora retas, ora tortas, deixo o meu mais sincero agradecimento

Um abraço!
rubens_lisboa@hotmail.com

domingo, 2 de agosto de 2009

A timidez de um jovem que sabe jogar e vencer, num país acostumado ao carisma

Thomaz Cocchiarali Bellucci surgiu como uma promessa no tênis brasileiro. Excessivamente tímido, o paulista de Tietê, residente de São Paulo, sofreu duas contusões sérias no início da carreira e, na volta, gerou boas expectativas. Em janeiro de 2008, quando fui cobrir o Aberto de São Paulo, fui alertado de que aquele garoto que estava na quadra principal seria um baita jogador, de nível top 10.

O excesso de cobranças para um cara que não era do tipo que curte badalação e não é despojado como Guga e Meligeni (os perfis mais conhecidos do público brasileiro) atrapalhou o seu primeiro ano como profissional no circuito ATP. Ele ganhou o Challenger de Florianópolis, último torneio disputado por Kuerten no Brasil e estreou em Roland Garros na quadra central contra Rafael Nadal. O torneio foi o que marcou a saída definitiva de Gustavo Kuerten do tênis. Ou seja, mais um rótulo de esperança pós-Guga é colocada sobre a cabeça de Bellucci.

A temporada de 2008 marcou uma bela estilingada de Bellucci. Ele começou o ano como 202º do mundo e terminou com a 85ª posição no ranking da ATP. Isso após ter sido 67º, posição que não foi mantida devido aos maus resultados em um calendário complicado, em que poucas vezes se acovardou para os challengers. Mas Bellucci entendeu a coisa de outro jeito, dispensou o técnico Léo Azevedo e contratou João Zwetsch, que foi o 231º tenista do mundo em 1991.

Os resultados com o novo técnico, quando Bellucci quis continuar encarando pedreiras em torneios ATPs, foram decepcionantes até que ele conseguiu uma bela campanha no Brasil Open, quando alcançou a final, mas deixou o título escapar. Guga estava na plateia e Bellucci estava destacado em jornais e revistas nos dias seguintes, novamente como o cara que poderia substituir Guga.

Sabe o que aconteceu novamente com tanta badalação? Nas semanas seguintes, Bellucci fez campanhas pífias. E quando partiu para a temporada de saibro europeia, onde poderia conquistar bons resultados, perdeu tudo. Em Roland Garros, sua estreia era bem mais fácil que a de 2008, desta vez tinha Martin Vassallo-Arguello pela frente e quando se recuperava de um set perdido, veio o abandono por cãimbras.

Em Gstaad (SUI), torneio em que entrou sem pressão ou badalação, uma vez que o seu ranking era de número 119 e ele precisou jogar o qualifying. Até mesmo a vitória sobre Stanislas Wawrinka (cabeça 1 do torneio) foi capaz de diminuir a desconfiança de alguns. Mas Bellucci teve competência e sorte para vencer seu primeiro ATP da carreira aos 21 anos, diferentemente da maioria dos tenistas brasileiros que tiveram destaque no circuito após os 25 anos (Guga é excessão, sempre).

O que dá para esperar de Bellucci após a conquista? Primeiro. Ele não é um fenômeno do esporte e nem vai ser, então, já está na hora de acabar a comparação com Gustavo Kuerten. Ele é diferente e continuará sendo mesmo que chegue à liderança do ranking, o que acho que não ocorrerá. O Thomaz na dele, jogando sem ser excessivamente exposto é capaz de ganhar outros torneios, vencer jogadores top 20 e até top 10, mas não está pronto para um Masters 1000 ou um Grand Slam.

Já o Thomaz badalado pode voltar a oscilar e perder partidas para tenistas que ficam fora do top 200. O que todos precisam entender é que ele é um cara bem diferente do que o público brasileiro está acostumado e isso atrapalha um pouco. O problema é que o público brasileiro está acostumado a achar que o título é "nosso", sem que qualquer um de nós tenha ajudado em alguma coisa. Coisa de dirigentes e imprensa populista. Bellucci provavelmente terá espaço em programa esportivo de TV nesta segunda-feira, mesmo com a emissora que detém boa parte dos direitos de transmissão de partidas de tênis optar pela exibição apenas em canal pago. Ou seja, do esporte eles querem apenas sugar os louros.

sábado, 1 de agosto de 2009

Dez anos de diferença na idade, e um ano fraco pode ficar ótimo para o tênis brazuca

O gaúcho Marcos Daniel e o paulista Thomaz Bellucci tiveram o melhor ano de suas carreiras no tênis em 2008. O primeiro, aos 30 anos, obteve seu melhor ranking, conseguiu sua primeira vitória em um Grand Slam e disputou sua primeira Olimpíada. O segundo, aos 20 anos, foi o tenista que mais ganhou posições no ranking da ATP na temporada, enfrentou o espanhol Rafael Nadal, em Roland Garros, na sua partida de estreia em um Grand Slam, conseguiu a vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim e sua primeira vitória em um dos quatro Majors do tênis.

Neste ano a situação de ambos voltou ao que era anteriormente. Thiago Alves passou a ser o número 1 do Brasil durante um período e o país voltou a ficar sem um representante no top 100 durante algumas semanas.

Mas o país de onde veio o atual número 1 do mundo (e recordista de títulos em Grand Slam) reservou uma semana de ouro para o tênis brasileiro. Não se trata de um Masters 1000 ou um Grand Slam, mas um simples ATP 250, mesmo nível do Brasil Open. Contando com a sorte somada à competência colocou ambos os tenistas, com dez anos de diferença entre eles, nas semifinais do torneio. O que isso significa? Por enquanto, o valor é baixo, exceto pelo fato de o tênis brasileiro poder voltar a ter três jogadores no top 100.

Neste sábado, Belluci encara o russo Igor Andreev (27º) e Daniel enfrenta Andreas Beck (51º) pelas semifinais do ATP 250 de Gstaad. O paulista nascido em Tietê chegou à fase atual contando com desistências de alguns adversários, como o alemão Nicolas Kiefer, e um desempenho acima do comum, contra o suíço Stanislas Wawrinka. Já o gaúcho de Passo Fundo derrotou três rivais franceses (Mathieu, Benneteau e Serra), com quatro tiebreaks disputados.

Agora, caso os dois brasileiros suas partidas, você sabe o que isso significa? Pois o país que um dia teve Gustavo Kuerten garantirá um título de ATP após cinco anos (o último foi Delray Beach, vencido pelo paulista Ricardo Mello, em 2004). E mais. Bellucci, que andou despencando por tabela em ranking e torneios, poderá ser top 80, enquanto Daniel pode ser mais um jogador do país no top 50. E ver uma final com dois jogadores brazucas sem que seja em um Challenger ou Future é um grande avanço para o há tanto combalido esporte branco nacional. Não é à toa que a ATP destaca as campanhas dos dois tenistas tupiniquins.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Nascido para brilhar entre fenômenos e colocar medo nos supostos

Nesta quinta-feira, meu último dia como freelancer do Lance! (na próxima semana começo em uma nova casa, o Uol Esporte), quando fui o responsável pelo "numeroso" núcleo motor, Cesar Cielo colocou seu nome ao lado dos maiores ídolos do esporte brasileiro. São poucos aqueles que conseguem ser campeões mundiais, olímpicos e recordistas mundiais ao mesmo tempo. E não pude escrever sobre. Pois aí vai!

A declaração do americano Michael Phelps, que desistiu dos 100m livre devido a um torcicolo, deixa claro a importância de Cielo no esporte mundial: "Quando vi Cielo, tive certeza de que não ganharia essa prova". A frase é de um cara que foi a sensação da Olimpíada de Pequim-2008, com oito medalhas de ouro em oito provas disputadas.

É óbvio que no momento haverá toda a bajulação e badalação a Cesar Cielo, aquele mesmo cara com jeitão simples a quem entrevistei durante um Campeonato Brasileiro por Equipes, no Clube Pinheiros, quando a maior parte da imprensa tinha olhos apenas para Thiago Pereira, o "Phelps do Pan-2007", enquanto "o cara" da natação brasileira ficava de lado.

Mas o resultado conquistado por Cielo, diferentemente do que dizem aqueles que querem os louros dos ouros, não é o símbolo de que o Brasil seja uma potência na natação. É mais um caso casual, como sempre ocorreu no esporte não-futebol brasileiro, feitos como os de Gustavo Kuerten, Maria Esther Bueno, Eder Jofre, Adhemar Ferreira...

Mas, é claro, sempre vão querer aparecer na foto os Nuzmans, Nastáses, Graças e os Coaracys. Aqueles que insistem em tentar roubar as responsabilidades pelos grandes feitos do esporte brasileiro. Os mesmos que não moveram palhas na criação de fenômenos como o nadador brasileiro.

Para os que insistem em achar que Cesar Cielo não é tudo isso, faço uma comparação com dois dos atualmente principais esportistas do mundo: o tenista espanhol Rafael Nadal e o velocista (em pista) jamaicano Usain Bolt. Assim como o velocista (nas piscinas) Cielo, ambos chegaram ao topo com vitórias em competições nobres aos 22 anos. Será que isso o diz algo?